As Sereias são seres que vivem nas Dimensões Aquáticas do Plano Encantado da Vida.
Quando incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas, como que de lado, e outras ficam em pé. São higienizadoras, têm um poder de limpeza e purificação inigualável pelas outras Linhas de Umbanda, uma vez que nos trazem de forma potencializada as Energias da Dimensão Aquática onde vivem.
O arquétipo é poderoso porque tem a sustentação dos Orixás Femininos das Águas, as Forças Primordiais da Criação.
Quando incorporam, as Sereias não costumam falar. Apenas emitem um som que parece um canto e que, na verdade, é um mantra que repetem o tempo todo.
A Espiritualidade Superior explica que há tantas formas de vida na Criação Divina que não devemos nos surpreender com nenhuma delas e sim, entendê-las.
As Sereias vêm das Dimensões Aquáticas. E os seres Aquáticos estão associados ao Sentido da Geração.
Quando se manifestam entre nós, as Sereias nos envolvem de forma intensa com seu Magnetismo Aquático, de grande força equilibradora e purificadora do nosso campo emocional, e também nos despertam o Sentido da Geração e a Criatividade.
Dentro de um trabalho religioso de Umbanda, havendo solicitação dos Mentores, uma oferenda para a Linha das Sereias pode seguir os elementos que são ofertados ao Orixá Yemanjá, a Regente da Linha. No caso, podemos usar rosas brancas, frutas aquosas e suaves, conchas recolhidas na beira-mar e ervas, por exemplos, para que sejam imantados e revertam suas energias em nosso benefício.
The universe is made up of experiences that are designed to burn out your attachment, your clinging, to pleasure, to pain, to fear to all of it. And as long as there is a place where your vulnerable, the universe will find a way to confront you with it.”
— Ram Dass
Azul e branco eram as cores de Peri; azul e branco eram as cores dos olhos e do rosto de Cecília.
Um dia a menina, semelhante a uma gentil castelã da Idade Média, tinha se divertido em explicar ao índio como os guereiros que serviam uma dama costumavam usar nas armas de suas cores.
– Tu dás a Peri as tuas cores, senhora? disse o índio.
– Não tenho, respondeu a menina; mas vou tomar umas para te dar; queres?
– Peri te pede.
– Quais achas mais bonitas?
– A de teu rosto e a de teus olhos.
Cecília sorriu.
– Toma-as, eu tas dou.
Desde este dia, Peri enramou todas as suas setas de penas azuis e brancas; seus ornatos, além de uma faixa de plumas escarlates que fora tecida por sua mãe, eram ordinariamente das mesmas cores.
(Source: direisouvirestrelas)